segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Repórter da Record revela 'lado podre' do canal após ser demitido


(Diário de pernambuco)                                                                                 

                                               (Foto: Record/Reprodução)
O jornalista Luiz Antônio Barbará escreveu um depoimento em que fala sobre polêmicas dentro da Rede Record. Ele foi demitido por justa causa depois de, supostamente, não receber apoio da emissora ao sofrer de cárcere privado durante as gravações de uma reportagem no mês de novembro. No texto, ele fala sobre a relação da emissora com a Igreja Universal e chama a empresa de criminosa. 

"TV RECORD RS MENTE. Mente feio. Mente ardilosamente. Eu não posso mais ficar agindo com tranquilidade quando além da falta de verdade, há falha jurídica, há maldade. Não posso mais ser complacente com uma empresa com gestor que comete crime. Não posso aceitar que um diretor de uma empresa me receba com segurança para me expulsar de um lugar que me dediquei tanto e jogue no chão um documento que levei. Covardes", escreve no depoimento, publicado pelo Blog do Prévid. 

Contratado da afiliada da Record no Rio Grande do Sul, Luiz fui a uma fábrica com equipe do canal para investigar um caso intitulado "farra do semi-aberto", em que presos e condenados estariam burlando a justiça e deixando de cumprir as cargas horárias destinadas ao trabalho durante o dia. Ao chegar ao local, ele foi trancado pelo dono da fábrica e só liberado uma hora depois, sob ameaças. Luiz afirma que não recebeu apoio da emissora para prestar queixa do caso ao procurar uma delegacia. Ele, então, tirou um mês de licença do trabalho para se recuperar do trauma e foi demitido ao fim do recesso. 

"Eu não posso mais ficar calado e respeitoso diante dessa gente que eu arrisquei a vida e virou as costas pra mim. E essa gente, meus caros, como vocês sabem pertence á uma Igreja. Igreja Universal, essa mesmo. Que prega misericórdia, faz milagres…Hoje, eu também me sinto completamente envergonhado por ter feito parte disso tudo.

 De certa forma fui cúmplice da barbaridade do dízimo das pessoas doentes e pobres, do preconceito de escolhas pessoais, da censura, da intolerância religiosa. Que vergonha. Tenho vergonha de uma empresa que desrespeita a justiça. Sim, a minha 'demissão por justa causa' é completamente injurídica. NÃO TEM VALIDADE LEGAL. Ou vocês já viram alguém com atestado médico e com perícia marcada ser demitido? NÃO EXISTE. Só para os criminosos da Record", dispara. Contatada pela equipe do Viver, a Record RS afirmou que deve enviar nota sobre o ocorrido. 

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