quinta-feira, 27 de abril de 2017

Temer vai cortar ponto de servidores que aderirem à greve



                                                (FOTO: G1 - Globo.com)
 Em uma clara mudança de postura em relação ao governo petista, que na avaliação do Planalto era "complacente e tolerante" com as greves que prejudicam a população, o presidente Michel Temer quer o corte de ponto dos grevistas. 

A nova conduta, deixando de lado o que chamam de "república sindicalista", foi acertada na segunda-feira, durante a reunião de Temer com os ministros políticos, convocada para tratar da votação das reformas. Na reunião, um dos ministros perguntou sobre como o Planalto trataria o tema e o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, foi contundente ao responder que "tem de cortar o ponto", no que foi apoiado por Temer e os demais ministros.

O governo peemedebista tem ressaltado que "acabou a tolerância dos 13 anos de governo petista" e avisou que já existe uma decisão política de cortar ponto. Para tomar tal medida, o ministro Dyogo justificou que já existem medidas administrativas para cortar o ponto e que não precisam de novos decretos ou portarias. Além disso, o governo se baseia no fato de que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já validou o corte de ponto de servidores públicos que decidirem entrar em greve e que os órgãos públicos podem descontar os dias parados antes de uma decisão da Justiça que considere a greve ilegal.

O governo diz que quer evitar qualquer radicalização dos movimentos porque não considera que isso seja bom para o Brasil. A avaliação é de que o movimento será mais restrito às grandes cidades, não se configurando como uma greve nacional. Mas todos reconhecem que haverá grandes transtornos para a população, embora a manifestação fique restrita à sexta-feira e não se estenda por outros dias.

Para o governo, muita gente vai faltar ao trabalho, não para participar dos protestos, mas para ampliar o fim de semana prolongado. Por isso, interlocutores do Planalto ressaltam que as adesões serão expressivas, mas menos que o "desejado" pelos organizadores, porque os sindicalistas parecem estar "descapitalizados" e sem capacidade de manter mobilização por prazo mais longo.

Ao contrário das grandes manifestações, que costumam lotar a Esplanada dos Ministérios, a intenção da greve geral convocada para a próxima sexta-feira (28) é deixar a Esplanada vazia. A instrução do sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF) é para que os funcionários públicos permaneçam em suas casas.

"Quanto menos gente na Esplanada, melhor. A ideia é que as pessoas fiquem em casa, até mesmo porque não vai haver transporte público coletivo na sexta-feira. Queremos a Esplanada e a cidade vazia, pois é uma greve de produção e circulação", afirmou o secretário-geral do Sindsep, Oton Pereira Neves.

Segundo ele, a partir das 7h, haverá piquetes nas portas de todos os órgãos federais na capital para o convencimento dos funcionários que tentarem ir trabalhar. A previsão é de que poucas pessoas se reúnam a partir das 10h no "Espaço do Servidor", localizado entre os blocos C e D da Esplanada. 

Em Pernambuco, cerca de 50 categorias declaram apoio à greve
Cerca de 50 categorias em Pernambuco já declararam apoio à greve geral contra a Reforma da Previdência e Trabalhista marcada para a próxima sexta-feira. Instituições como a Arquidiocese de Olinda também declararam apoio à mobilização e convocaram os católicos a participaram do movimento. 

Com a aproximação da data, as classes estão realizando suas assembleias e aprovando a adesão ao movimento em defesa dos direitos dos trabalhadores. A mobilização contra as reformas trabalhistas e da previdência tem concentração às 14h, na Praça do Derby. De lá, os manifestantes sairão em caminhada em direção ao centro do Recife. Diario de Pernambuco com Informações da Agência do Estado

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