terça-feira, 23 de maio de 2017

Polícia Federal prende 2 ex-governadores do Distrito Federal


                               (Foto: Felipe Schmidt/GloboEsporte.com)
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (23) os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, atual assessor do presidente Michel Temer. Eles são alvo de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Também serão levados em prisão temporária, o ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz, Francisco Cláudio Monteiro, o ex-presidente da Novacap Nilson Martorelli, o presidente do grupo Via Engenharia Fernando Márcio Queiroz e o suposto operador de Agnelo, Jorge Luiz Salomão.

As investigações apontam que o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) também recebeu dinheiro desviado das obras.
A operação, batizada de Panatenaico, é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção na reforma do Mané Garrincha. A PF diz que as obras podem ter sido superfaturadas em cerca de R$ 900 milhões, visto que estava orçada em R$ 600 milhões mas custou R$ 1,575 bilhão.

Agnelo, Arruda e Filippelli são alvos de mandados de prisão temporária, que tem duração de cinco dias. Além deles, a PF prendeu Maruska Lima, ex-presidente da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal. Há ainda 3 mandados de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor) e 15 de busca e apreensão, todos expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal no DF.

Ao G1, o deputado Rogério Rosso disse que ainda não foi informado de que é investigado na operação. "Deve ser um equívoco", afirmou. O advogado de Arruda, Paulo Emílio, disse que ainda está "tomando pé das circunstâncias", mas que vai tentar revogar o mandado prisão.
O G1 tentou contato com o advogado do ex-governador Agnelo Queiroz, mas não obteve respostas até o momento da publicação desta reportagem. 

A defesa do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, afirmou que "preferia não se pronunciar por enquanto". Procuradas, as advogadas da ex-presidente da Terracap Maruska Lima, não atenderam. (Por Ana Paula Andreolla, Graziele Frederico e Luiza Garonce, TV Globo, G1 DF)

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